Solteiras são mais felizes do que homens na Europa, diz estudo
| Estudo realizado na Europa relata que, embora a maioria dos solteiros não esteja satisfeito com a condição, as mulheres tendem a estar mais felizes nesta situação do que os homens. Por outro lado, apenas um terço pensa em se casar e os que querem um relacionamento estável são bem exigentes em relação ao pretendente. |
| Solteiras são mais felizes do que homens na Europa, diz estudo
17/01/2008 – 11h13 Uma nova pesquisa aponta que 35% das solteiras na Europa se sentem felizes nesta condição. Já os homens se sentem mal sem uma parceira: apenas 9% estão contentes solteiros, segundo o levantamento. O 2º Estudo Europeu sobre Solteiros 2008, realizado pela agência de namoros Parship e pelo Instituto de Investigações de Mercado Innofact, pesquisou o perfil de homens e mulheres solteiros. Os pesquisadores ouviram 13 mil pessoas entre 18 e 59 anos em 13 países para descrever o perfil dos solteiros do velho continente. A maioria confessou pouca experiência em namoros. Em média, duas relações sérias ao longo da vida. E nenhum relacionamento há pelo menos um ano. No máximo, responderam 70%, um encontro pouco importante nos últimos 12 meses. Exigências Quanto às exigências, 94% das mulheres e 91% dos homens disseram que procuram pessoas com valores morais como honestidade, fidelidade e otimismo, nesta ordem. Em outros aspectos, valorizam um parceiro que tenha uma carreira profissional, generosidade, simpatia e boa aparência. A pesquisa acaba com outro mito feminino famoso por uma música. Dos carecas, elas já não gostam mais. A maioria, 89%, rejeita os homens sem cabelos. E 74% se incomodariam com o fato do parceiro ter um aspecto descuidado, principalmente os cabelos. Resposta que coincide com a opinião dos homens (76%), que também preferem as mais vaidosas. Casamento O casamento deixou de ser o principal objetivo para os solteiros. Os europeus querem namoros sérios, mas sem oficializar o compromisso. Apenas 33% pensam em casar. A desilusão com o compromisso começa com a dificuldade para arranjar o “namoro perfeito”. Muitos (35%) admitiram ter passado por más experiências quando se apaixonaram, 30% avaliam que perdem a independência estando em um casal e 12% alegam nem ter tempo para paquerar. Há ainda os que confessam continuar solteiros porque são exageradamente ciumentos e não agüentam viver sem controlar a vida do parceiro. Outros também responderam que são tímidos demais para sair à procura de namoro. Por isso, a Internet virou um acesso à paquera: 59% pretendem encontrar a alma gêmea online, embora apenas 40% admitam já ter feito alguma tentativa na rede. Barreiras O estudo cita ainda algumas das barreiras que impedem os europeus de encontrar seus pares perfeitos. Uma é o aumento de ideologias conservadoras: três de cada quatro preferem que a outra pessoa seja de sua mesma nacionalidade, e 79% não aceitariam alguém de outra religião. Filhos de relacionamentos anteriores também são vistos como problemas para 73% dos solteiros europeus. O estudo define os solteiros em dez grupos básicos de acordo com suas características: - os exigentes: pedem demais e cedem pouco; Segundo o departamento de estatística da União Européia, o Eurostat, em 2002 (último censo), os 25 países da União Européia reuniam 158 milhões de solteiros. Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/01/17/ult4432u953.jhtm |



Solteiros exigentes: o cisco no olho…
Interessante este estudo europeu, veiculado pela BBC Brasil. Não sei se a amostra de 13 mil pessoas solteiras seria representativa do universo de pessoas não casadas no velho continente. Talvez seja uma pesquisa feita pela Internet, que não venha a representar aquelas pessoas culturalmente diferentes. No entanto, é muito interessante saber que as mulheres solteiras se mostram mais felizes com este estado do que os homens (35 x 9%). Talvez por estarem cada vez mais independentes e mais auto-centradas, ou por saberem se virar melhor dos que os homens quando sozinhas. Aliás, já se sabe de longa data que os homens solteiros morrem mais cedo do que as mulheres solteiras. Parece que a maioria, tanto homem quanto mulher, quer namoros sérios, mas não sonha mais com o casamento, como as gerações anteriores. A gente poderia pensar que tais pessoas são mais tranquilas e “desencanadas”, sem grandes planos, deixando a “vida me levar”. Mas não é o que parece. Tais pessoas namoram pouco (na média 2 namoros sérios na vida) e fazem uma série de exigências e restrições quanto ao futuro(a) pretendente. Este(a) terá de ser honesto, fiel, otimista, generoso, simpático e de boa aparência, assim como terá de ter uma carreira profissional promissora. Adicionalmente, deverá ser vaidoso e não poderá ser careca. De preferência, que não tenha filhos, não tenha tido um relacionamento anterior, que não seja estrangeiro, nem tampouco de outra religião. Embora “o outro” tenha de ser perfeito, a pessoa entrevistada assume seus defeitos: muitos são ciumentos, controladores e não têm nem mesmo tempo para paquerar. Como então dar certo? Este estudo me lembra um outro estudo similar, em que se perguntava aos motoristas o que eles achavam dos outros motoristas e deles próprios. A maioria achou que o conjunto dos motoristas dirige mal, com imprudência e sem respeitar as leis de trânsito. Quando se perguntava o que o entrevistado achava de si mesmo, praticamente ninguém reconhecia em si alguma falta ou má conduta no trânsito. Pois é, isso nos faz pensar que nossa sociedade está se tornando cada vez mais individualista e auto-referente, preferindo culpar os outros pelos seus problemas e sua infelicidade. Afinal, é muito mais difícil reconhecer em si os defeitos que sobressaem nos demais. Acho que alguém já falou algo sobre isso, um homem que morava em Nazaré há cerca de dois mil anos atrás e que gostava de olhar as pessoas nos olhos e dizer a verdade com carinho e apreço: olhar o cisco no olho do outro, ao invés de tirar a trave do seu próprio olho!… O que ocorre é que hoje em dia tais palavras não são mais ouvidas com o respeito e a consideração de antes…